A comissão de ética do encenado aliviou eduardo azeredo, do PSDB, da acusação de ser o vovô do valerioduto.

No minuto seguinte, ou anterior, não importa, renan, do PMDB mais complacente do mundo (pode-se introduzir nele objeto de qualquer volume que não se rompe), tropa de choque do collor, Itamar, FHC e do lulla, presidente “licenciado” do encenado, pede férias para desaparecer no esquecimento.

No minuto seguinte, ou anterior, não importa, o encenador arthur virgílio, líder do PSDB, até então duro crítico da intenção do lullismo de prorrogar a CPMF, paramentado de “chéf de cuisine”, libera sua bancada para heróica, dizer “sim” ao lullismo, dane-se a vontade dos eleitores.

A pizza vai ao forno.

O resultado é a certeza da aprovação da CPMF, comprada por mais de 680 bilhões de reais em verbas e cargos para a “base aliada”.

O PSDB livra a cara do azeredo. A “base aliada” livra a cara do renan.
O lullismo embolsa o imposto que zurrou ser contra, quando era oposição.
Eu enfio a minha cara na privada e dou descarga.

O povo? Ora, o povo. O povo que pague. É só para isso que o povo presta.

As explicações são longas. “Acordo de cavalheiros” ou “Nenhum país nesse planeta vive sem CPMF”, como disse Noçço Guia Infalível.

Espio a sala do “acordo”, cadê os “cavalheiros”.

Não vejo Don Corleone, “uomo d´onore”, que nunca faltou com a palavra.

Vejo coronéis ainda montados em jegues ou já voando no aerolulla, unidos pelo mesmo costume ancestral de comprar votos e pagá-los com botinas, dentaduras, churrascos e, agora, com as bolsas-esmola.

Votos comprados para ganhar eleição nas urnas e aprovar impostos no congresso.

Don Corleone, morto, ri por não ter que “razzionare” com tal escória (espera aí, aquele capanga do renan era escória ou escória? nossa lingua portuguesa apronta cada uma).

“O teu azeredo pelo nosso renan, mais a CPMF para nós de lambuja” foi a negóciata fechada pelo encenador tião viana, vice-presidente do pt, partido que levou o caixa 2 e o mensalão para além do limite do imaginável.

O big-bang teria sido em 1998.

O azeredo, candidato ao governo de Minas (não ganhou), abriu uma torneirinha para abastecer o seu caixa 2, por obra do encanador mares guia (hoje sinistro do lulla, vá a gente entender esses encanamentos comunicantes), que puxou uma adutora do valerioduto, operado pelos marcos valério que anos depois etc., etc., você sabe tudo.

Na eleição seguinte, a cumpanherada cavou e achou o mesmo valerioduto de onde extraiu com imensa competência os inocentes mais de cem milhõezinhos “não contablizados”, que pagaram a campanha presidencial.  

Ganhou o candidato fictício lullinha paz & amor, boneco que ficava sentadinho no colo do ventríloquo duda mendonça.

Essa história seria mal e porcamente enterrada como as congêneres, não fosse um ex-aliado, o deputado cassado Roberto Jefferson, que soltou a voz e arrebentou nossos tímpanos com o seu bel canto.

“Ratos magros” trovejou o barítono, definindo o pt que lhe deu o cano.
Prometeram-lhe 20 milhões de reais, trinou magoado. Repetiu como refrão que recebeu “apenas 4, numa mala de dinheiro”.

Vieram à luz os milhões do mensalão, a compra de deputados, as meninas da Mary Jean Corner (Maria Joana da Esquina, em tradução livre), você sabe de tudo.

A oposição ou se omite, ou se corrompe ou vai para guerra, ensinou
o Capitão Nascimento, gritando meu nome :

“ SENHOR ZERO NADA !”
Ao que respondi:
“Senhor ! Sim Senhor, Senhor Zero Um !”
O Capitão, julgando, condenando e me executando:
“Tá vacilando Senhor Zero Nada !”
“Vacilou vai dar merda Senhor Zero Nada !”
“Vacilou dançou, Senhor Zero Nada !”
“O Senhor não é Caveira, Senhor Zero Nada !”
“O Senhor é Mo-Le-Que, Senhor Zero Nada !”
Pede pra sair Senhor Zero Nada !”
“PEDE PRÁ SAIR PORRA !”

Não me omiti, não me corrompi, estou na guerra, no meio do parrrrraaaapapa kli bum, vôa bala para tudo quanto é lado.

A troca do “nosso” azeredo pela CPMF e pelo renan “delles” foi uma bala calibre 12 “amiga”, perdida, bem no meio do meu peito.

Vacilo feio, tremo na base.
“ZERO NADA PEDINDO PRÁ SAIR SENHOR ZERO UM !”
Os novos brows brindam a vitória da nova aliança com um tapa no fumo
e um chero no pó, na espera do goró a ser engolido na comemoração com o “Baiano”, o Grande Chefe da Quebrada. “É nóis !”
(“Baiano” ? Mas elle não é pernambucano ?)
(Pernambucano ? Mas elle não era “Baiano” nos tempos do ABC ?)
 
SE ISSO É OPOSIÇÃO MINHA VÓ É BICICLETA.