“A mulher de Cesar não tem que ser só honesta; ela precisa parecer honesta”. Vi isso em “Julio Cesar”, de Shakespeare, ou “História de Roma”, ou a minissérie “Roma”, da HBO. Em informação, sugo o que aparecer pela frente. Aprendo até com enredo de escola de samba.

Depois dos educativos mensalão, valérioduto, “nosso” delúbio, gushiken com a mão nos fundilhos de pensões das estatais, da quadrilha dos 40 chefiada por zé dirceu, denunciada pelo Procurador Geral da República, dólares na cueca, dossiê fajuto do merdacante, bolsa-esmola que comprou 25 milhões de votos para a reeleição, bolsa-juros que rendeu juros estelares aos banqueiros, infraero, apagão, mensalão da mídia distribuído pelo ex-sequestrador “nosso” franklin, o porta-verbas, ninguém está nem aí para honestidade.

Nem a da mulher de Cesar nem a das operárias do turno noturno da Mary Jean Corner, Maria Joana da Esquina, em tradução livre.

Citei duas mulheres importantes no seu tempo, com atuação nas camas do poder. A de Cesar, sua cama era o seu trono. Entrou de bicona na História apenas pela frase, seu nome não é lembrado. A sra. da Esquina é lembrada no país inteiro. Forneceu suas operárias do turno noturno a quase todos quantos banqueteavam-se nos dejetos do poder, no início da Era lulla. Há poucos dias, depois de um autoimposto voto de silêncio, declarou que em tempos de cumpanheros mais fagueiros havia noites em que não sobravam meninas para atender à demanda. Algumas mais solicitadas faziam jornada tripla. Juízo tivessem, estariam ricas.
Clodôviu é mais conhecido do que as duas madames. Deputado federal por São Paulo, teve quase 500 mil votos, a segunda maior votação do país. Vale 6 genoínos e ainda tem troco. Só perdeu para os mais de 800 mil votos, dados também por São Paulo ao maluf, cidadão acima de qualquer suspeita. Atribui-se a São Paulo o eleitorado mais politizado deççepaíz.

Clodôviu abusa da maquiagem da incorreção política. Maquiada, desmiola-se e atinge paroxismos na mídia. Sabe que as operárias do turno noturno da sra. da Esquina dependem de uma qualidade essencial. A Beleza. Surpreendeu a choldra praticando a mãe de todas as incorreções – político, falou a verdade. Clodôviu e falou a verdade. Em Brasília, só novatos bobinhos falam a verdade. O caseiro Nildo falou e está na pior. O réu paloffi mentiu até o CPF e está na melhor.
Clodôviu a deputada cidona do pt com olhos de estilista veraz, não de político mendaz. “Você é feia”, sentenciou com desprezo. “Num vô”, abriu o “voto”, mordaz. Estilista fala a verdade, político não.

Clodôviu (ou acha que viu) que a mulherada “trabalha de noite, deitada; descansa de dia, em pé”, talvez referindo-se às operárias do turno noturno da sra. da Esquina. Injuriada, a deputada cidona do pt peitou-o no sentido figurado. Peso-pesado, pode mandá-lo a nocaute com uma peitada no sentido literal. Acusou-o de ter ofendido toda a espécie feminina. Clodôviu a fúria da petista e tascou-lhe mais verdade na lata. Disse que não se ofendesse. Para exercer a profissão das operárias da sra. da Esquina, lecionou, é preciso ser bela. “Você é feia”, reconfirmou. Clodôviu a cidona como ela é. Cruel, falou para todo mundo.

O que era mexerico entre duas desocupadas, virou absurdo quando a bancada do pt, desocupada também, entrou com uma ação por “quebra da ética e do decoro”. Em defesa da ética e do decoro, surgiram os abantesmas da ética e do decoro, com o Beato da Ética e do Decoro à frente.

Clodôviu a coisa feia. (Meus sais!) Amarelou. Fofoqueira arrependida, desmaquiada, miolou-se, desculpou-se e baixou hospital. Lambe as feridas impostas pelo pt. Não é mais aquele bobinho. Aprendeu com os sábios mestres que fora da mentira não há salvação.

Como disse Thoureau, está na hora das pessoas de bem recolherem-se às prisões.
EU TAMBÉM NUM VÔ.