Um bilhão de dólares, moeda mixa hoje em dia mas dinheiro suado do povo acionista da Petrobrás. Parte das economias de incontáveis trabalhadores que dão o sangue dia e noite no batente (coisa que um quadro do partido dos trabalhadores nunca encarou), pequenos investidores, poupadores, funcionários públicos, pessoas que acreditaram na seriedade da maior empresa brasileira e confiaram nela, outros, poucos, detentores de cotas de fundos. O Pai dos Pobres não mexeu com nenhum tostão de nenhum grandão que está lucrando os tubos com o nosso social- bolivarianismo. Só afrontou us piquenu, lulla fez como collor, hoje seu aliado. Bateu a carteira do povo e meteu a mão na bufunfa. Como se fosse delle, transformou o dos outros no delle, como se o delle estivesse na reta, não o dos outros. Apropriou-se do bem privado dos acionistas, transformando-o em mais privado ainda, só que delle mesmo, sem que tivesse derramado suor algum da sua cara de botox para merecer os troquinhos. Manda quem pode, obedece quem tem juízo. O povo, carneiro, obedece calado.
Como não tenho juízo, desobedeço. Pedi a um amigo que entende do mercado de capitais que compre uma ação da Petrobrás para mim. Até tive sorte, a atitude benemérita lullesca baixou o valor, ajudando a bizarrice dos recentes dias na bolsa. Como acionista, pretendo iniciar uma luta pelos meus direitos, que os terei, em teoria, no momento em que integrar o grupo minoritário. Em qualquer país decente e de economia de mercado, que aceita e regula o trânsito de capitais produtivos e/ou especulativos, os acionistas minoritários são protegidos das estratégias predatórias dos majors players. Quero saber como vai ser neççepaíz, hoje sexta economia do mundo. Ei, não precisa festejar, a febre mudou porque trocaram o termômetro, do mesmo modo que o nosso PIB aumentou porque o IBGE trocou as réguas de medição, tornando-o mais ajustado aos improvisos do Noço Guia Infalível. Quero ver se o presidente do país tem direito de expropriar a grana do lucro, ou do capital, da maior estatal e enfiá-la no bolso, como se fosse dono dela e em seguida destiná-la a seu bel prazer imperial, emprestá-la, doá-la, atirá-la, jogá-la fora para ser catada no ar por um delinquentezinho de rabinho abanando, que no dia 1º. de maio deu um prejuizinho de um bilhãozinho e quinhentinhos milhõezinhos de dólarezinhos, o que é isso cumpanhero, um nadinha, dolarzinho é uma porquerinha sem valor como qualquer guaranizinho paraguaizinho. O acionista majoritário da Petrobrás é o Tesouro Nacional, não o Presidente da República. Agora que tenho uma ação da Petrobrás, recebo-a na 2ª. feira, eu, você e milhões de outros esperançosos exigirmos como minoritários o direito de sermos ouvidos quando uma peççoa que nem é acionista, nem é da diretoria, vai lá e tira a posição de meter a mão no nosso dinheiro (e põe nosso nisso) para dá-lo de presente ao evo morales – ou seja lá a quem for. E pior, com o heroico brado retumbante “Bastou vontade política!” pronunciado, estourando o peito, qual Pavarotti ou Plácido Domingo. Marcou-se a volta às candentes bravatas dos velhos tempos de oposição. Vontade política uma ova. Isso só aconteceu pela certeza de impunidade. Gatunado o bilhãozinho, nada acontecerá.
Precisa acontecer, mais que nunca precisa acontecer. Basta vontade política, elle mesmo ensinou. Com o bolsa-esmola, lulla comprou a reeleição. Com o bolsa-evo, sonha comprar a liderança latrina. Vamos exigir que o bilhão de dólares só seja entregue ao evo com aprovação de uma assembleia de acionistas, que receba e aceite as provas da capacidade e, acima de tudo, da sua intenção de honrar compromissos. Simples como comprar um Golzinho a prestação. Se não provar que pode pagar, fica a pé. Ou será mesmo verdade a bombástica informação que papi lulla noel deixou vazar para o mundo, paramentado com aquele estranho chapeuzinho vermelho, com pomponzinho branco (o mst gayzou o bonezinho): “É u mió natá qui tivemu des´ qui Jesuis naçeu”. Deve ter sido… para o evo, que acordou com as meiazinhas lotadinhas de dolarezinhos, saídos das tuas e das minhas, vaziazinhas como sempre. Um dia te assaltam, levam um bilhão de dólares e você fica quieto. No outro, sua casa é invadida pelos cumpanheros que acampam no seu jardim, destroem as flores, pisam na grama, expulsam seus filhos, matam o seu cachorro. Até quando você vai continuar quieto? O que está em jogo é a nossa capacidade de reação. “SE GRITAR PEGA LADRÃO…”