Afundantes e Refundantes são blocos da Escola de Samba Desunidos do pt, que travam entre si um terrível briga de foice. Carnaval é caro. No ano passado, chávez comprou por um milhão de dólares o enredo da Escola que acabou ganhando o carnaval do Rio. A tv oficial da Venezuela anunciou e comemorou que a “Escola Bolivariana” era a campeã. Nos carnavais passados, era dura a luta entre bicheiros para ver se a “sua” Escola venceria. Depois, vieram os traficantes.

O compañero-hermano chávez atravessou o samba e deu um nó nas estatais e nos governos estaduais, que estavam se metendo no patrocínio. “Siga o dinheiro”, “Deep Throat” ensinou. “Sonhar com o rei dá leão”, Joãozinho Trinta sentenciou.

Se for para seguir o dinheiro, vai dar Afundantes na cabeça. O(s) Refundante(s) é (são) um (uns) coitado(s), nem dá para falar no plural. É o bloco do “eu sozinho”.

Há dois Refundantes invisíveis, os fantasmas do Celso Daniel e do Toninho de Campinas. O único Refundante visível, vivo, que conheço é o tarso genro. Nem a filha refunda com ele. O tarso é pai da luciana, do psol, aquela brabíssima gaúcha de cabelos e cérebro enrolados.

O tarso é uma figura curiosa. Foi ministro da educação e só obrou a destruição do que Paulo Renato fez no governo FHC, nunca trabalhou para eççepaíz, só para o pt. Saiu para assumir a presidência do partido depois dos escândalos do valerioduto, mensalão, dólares na cueca, queda do genoíno, etc. e tal, você está careca de saber. Assumiu o partido “ameaçando-o” com a Refundacão, o que significava não dar legenda para os corruptos e neutralizar o zé dirceu. Foi defenestrado e saiu falando sozinho. Não tem cenoura para atrair a cumpanherada. Desempregado como ministro da educação e como presidente do pt, voltou correndo para a casa do papai (elle disse “todos çção meus filhos”) para ser ministro das relações institucionais, o que quer que isso seja. Pago pelo país, de novo trabalhou em tempo integral como ófiççebôi da reeleição do lulla e pau mandado do pt. Repetiu algo sobre “Refundação” e “ética” no pt. Caíram de pau nelle. Calou a boca.

Os Afundantes sempre foram cheios de grana viva, malas e cuecas recheadas de dólares e cargos para distribuição entre a tovarishaiada. São mais do que um cordão dentro da Escola. São a verdadeira Escola, com alas, bateria, madrinhas (marta e ideli são madrinhaças, rebolam barbaridade à frente da bateria), mestre sala e porta-bandeira, deputados e senadores passistas (passam de um partido para outro), carros alegóricos (blindados) dos Fundos de Pensão, Petrobrás, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, a Ala dos “Sujos”, com a turma do bolsa-esmola. Multidão de destaques. “Nosso” delúbio, silvinho Land Rover, okamoto, guhiken, marcos valério, thomaz bastos, lullinha, freud-fraude, lorenzetti, churrasqueiro e tomador de conta da ONG ‘13’, que mandou uma enorme graninha para a necessitada primeira filha delle. O bobo da corte, suplicy. O “fiel” mercadante, indiciado como o “cérebro” do dossiê fajuto (acharam “cérebro” nelle). O aloprado Berzoini.

Como abre-alas, tão endeusado quanto a endeusada velha-guarda da Mangueira, o Último Imperador da Escócia, o impoluto Idi Amin Dada, bebendo Romanée Conti, fumando charuto cubano (saravá zifio), trazido para a avenida por um jatinho fretado, pago ninguém sabe por quem, honra que nem Jamelão jamais mereceu, ele, o mandachuva (lulla? nahhh…  aqui se fala de quem manda mesmo) o todo poderoso zééééé dirceuuuuu.

Ao fundo, bateria melhor (ganha mais) do que a de Padre Miguel e claque nas arquibancadas, gerais e camarotes, comprada e regiamente paga:
– zé dirceu é meu amiiiigo… mexeu com êlle… mexeu comiiiigo… (bis)

Rei Momo murmura para a sua coroa:
– Reencarnou. Eççe é o meu filho…

Como sempre, elle disse uma coisa e pensou outra.
FALTAM 4 CARNAVAIS. OU MAIS. DEUS NOS AJUDE.