O sujeito passou 4 anos roendo o osso que o Diabo descarnou.
Inflação domada. Cartilha da economia prontinha, era só copiar. Moeda estável. Para usar metáfora cara ao sujeito, gol de placa do time inimigo. Trabalheira insana para trocar o nome da “Rede de Proteção Social”, do FHC, para bolsa-esmola, que comprou uns 30 milhões de votos, garantindo a reeleição. Fatores mundiais que deram ao sujeito mar de almirante para nadar de braçada. Dureza foi o tempo todo gritar “nunca antes neççepaíz”, como se o sujeito tivesse tirado tudo lá de dentro do brilhante bestuntinho dele. O sujeito falou tanto em herança maldita que finalmente ela apareceu e elle é obrigado a meter a mão nela. O sujeito que assumiu vai ver só a cor do breu. Não desejo nem para um inimigo o que elle vai achar lá agora. Parece que um é inimigo mortal do outro. Se cruzarem no ABC, puxam as respectivas peixeiras. Para começar pelo mais complicado, há as famosas reformas que escuto falar desde criancinha. O sujeito que ficou até 31 de dezembro só de sacanagem fez uma “reforminha” meia boca na Previdência.
Deixou um campo minado pronto para explodir debaixo da Espreguiçadeira do outro, com aposentados e pensionistas roubados há décadas e a massa trabalhadora na expectativa de se aposentar. Milhares de bocas a mais e grana sempre de “menas”, a conta não fecha nunca. O sujeito de hoje que se vire sozinho. Reforma fiscal nem sonhar. Reforma fiscal é aquela que trata dos impostos, que já chegam a 40% do PIB. Os cidadãos que ganham mais, pagam mais. Sustentam o Estado, que tira as despesas e reparte o resto com os mais pobres, sob a forma de serviços e até de grana viva, como é o caso do bolsa-esmola. Isso num mundo ideal. Se esse mundo ideal existe, nós fomos excluídos.
Somos uns 10 ou 12 milhões, os mesmos otários de sempre, a crasse mérdia, que pagam os impostos que sustentam todos os outros 180 milhões. O sujeito de hoje vai arrancar mais couro ainda da crasse mérdia, rezando para não a reduzir a um bando de defuntos, esqueletos que já são saídos do filme “Piratas do Caribe”. Tem mais uns trocinhos enterrados na coisa na qual o sujeito já enfiou a mão (o Paulo Betti falou o nome dessa coisa e nós sabemos o cheiro que ela tem). É a continuação do governo mais corrupto, como “nunca se viu “neççepaíz”. São os mensaleiros, sanguessugas, pizzaiolos, base de apoio, pelegos sindicalistas, aldosrebelos, o “capitão do time” zé dirceu, “nosso” delúbio, “meu irmão palocci” (eleito e diplomado com a prisão preventiva decretada), os aloprados, “meu fiel” mercadante, apontado pela Polícia Federal como o “cérebro” do inocente dossiê fajuto, “não provaram nada contra mim” berzoini, Churrasqueiros, Chuveirinhos, Fróides & Fraudes Ilimitadas. É só um resumo. Não esqueci os dólares na cueca nem os dólares nas malas, muito “menas” o “não vi o que assinei” genuíno e o baby-doc lullinha “gamecorp”. O programa (de tv) “Fome Meio”, para atestar o sucesso do “Fome Zero”. Os calouros (na tv) “Primeiro Emprego”, que ainda não estreou. O êxito retumbante dos “10 Milhões de Empregos”, todo mundo agora conhece alguém com carteira assinada, como conhece os pesquisados do Ibope e sabe quem usa os “milhões de barris” do biodiesel. O “Espetáculo do Crescimento”, superprodução montada só para matar o Haiti de inveja.
O perigo é que o sujeito aquele e o sujeito este têm a mesma cara, o mesmo Botox, o mesmo gogó, a mesma voz, o mesmo sotaque, a mesma sintaxe, o mesmo goró. Ou são gêmeos idênticos ou são a mesma pessoa. Se forem a mesma pessoa, a herança maldita sobra para nós. Ninguém tasca.
FALTAM 1.448 DIAS. PACIÊNCIA.