Vaio lulla, lullistas, lullopetistas, petistas puro sangue, militantes, amigos e simpatizantes, sinistros, encenadores, deputados federais e estaduais, vereadores, prefeitos. É pt, leva vaia. É “base aliada”, leva vaia.

Até mudei meu nome para Neil eu vaio lulla Ferreira. A família da çilva mudou para lulla da çilva. Eu também posso, mudado está.

Vaio ao vivo se eles tiverem o azar de cruzar comigo, vaio quando aparecem na tv, quando os ouço no rádio, quando abro o jornal e vejo suas fotos. Vaio também suas mimadas crias nas escolas, ruas, praças, filas de cinema e teatro, bares, mesinhas de chope, carros com estrelinha vermelha no congestionamento, relaxando e gozando com a nossa cara.

Quero vaiar pessoalmente o marcaurélio top! top! top! garcia e seu capanga, bruno fuc! fuc! fuc! gaspar, pelo desprezo que publicamente demonstraram sentir por nós, o mesmo desprezo que sinto por elles.

Vaie você também. Desabafa e enche o saco delles.

Vaio shows do inútil gil, sinistro da (in)cultura. Se necessário, pago ingressos caríssimos dos shows que dedica aos excluídos. Todos os excluídos que frequentam seus shows têm grana e roupa para comparecer a esses locais bem povão, tipo Credicard Hall e Tom Brasil.  O último a que fui para vaiar, e vaiei à beça, estava lotado de excluídos emplumados no mínimo de Armani a Dolce e Gabana.

Reconheci gravatas inglesas exclusivas, calçados da Saville Row de mil libras o par. O sinistro tarso genro estava lá. Marquescista confesso,
é adepto do filósofo português Marques, com caderneta no empório da esquina.

Quadro importante da revolução proletária, tarso enfeita-se com acessórios italianos e francêses recém-vindos do Paraguai. Não enverga Prada, como o cumpanhero Papa, porque ainda não há Prada paraguaia.

Vaia no lulla e no lullismo é minha arma de legítima defesa, de contra-ataque e sobrevivência. Uso-a como uma AK-47 e sem moderação.
“Lucy in the sky with diamonds” cantaram os Beatles, cantando o LSD.  Vaia é o meu LSD, vaio e viajo, vaio e flutuo, vaio e vejo tudo colorido como um arco-íris, vaio e subo ao céu encontrar a Lucy com seus diamantes, vaio e vôo à Cloud Nine pagar uma visita ao George Harrison.

Vaia é a felicidade máxima per capita. Quando não vaio lulla e cambada, fico febril, suo frio, as mãos tremem, as pernas bambas, fico cold turkey com síndrome de abstinência, viciado que sou, preciso da minha dose salvadora de vaia.

Vaiar pega na veia. Na minha, leva o barato ao corpo inteiro, a certeza de ter contribuído para a felicidade geral da Nação. Na delle, envenena o corpo inteiro, elle tremeu com a vaia. Não conseguiu disfarçar, envelheceu cem anos, ficou grogue, amarelou, calou-se, sumiu. Fugiu da raia e da vaia Medalha de Ouro do Pan. Quem vaiou ao vivo, foi ao Calçadão comemorar com a camiseta “Eu vaiei lulla”. Que inveja!

Além do lulla, atingido peççoalmente pela vaia, com ferimentos graves e o figo destruído, as hordas lullistas reagiram segundo sua cultura e treino. Papagaiaram palavrões de ordem, “desqualificando” o acontecido. “Foi a zelite”, grunhiram, “a granfinada da crasse mérdia”, rosnaram, “não foi o povão”, latiram, usando os mais pobres como escudo.

Covardes, entupiram minha caixa postal de e-mails cheios de “filho da p*”, que é a língua em que çabem escrever, com nomes e endereços falsos.
Os escândalos, a roubalheira e a corrupção, como nunca antes se viu nesse país, nem arranharam a couraça de teflon do Rei da Patranha. A vaia fez um estrago nela. Atingido, mordido, baqueou.

Nunca imaginou que isso pudesse acontecer. Aconteceu. Vai acontecer mais. Se cruzar comigo vai, que arranje logo um figo estepe.

Para vaiar, basta a garganta, a metralhadora portátil que dispara a vaia como uma rajada de balas certeiras.

Se cruzar com algum delles, vaia nelles. Sangrarão em vida.
Cole no seu carro “Eu vaio lulla”.
 
 
PARABÉNS, PORTO ALEGRE, PELA VAIA  
AO VIVO NO SINISTRO DA (IN)DEFESA.