Abro o jornal, levo um susto pavoroso.

O mensaleiro devanir ribeiro, deputado federal pt/SP, pai de um moto dólar que levava a verde mercadoria direto dos produtores, doleiros, aos consumidores, vereadores da cidade de São Paulo, entrou com uma PEC, Proposta de Emenda Constitucional, que permite dar ao lulla o 3º. mandato.

Foi sindicalista e obrou clandestino por um tempo, na época da ditadura.
Sabe-se da sua heróica atuação só o que afirma, mas não acredito nas biografias “oficiais” plantadas na internet.

Colocou a bomba no colo da democracia.

Como a “base aliada” é maioria, a bomba pode explodir, rebentar a democracia aos pedaços e abrir espaço para o 3º. mandato, estritamente dentro da Lei e da Ordem.

O devanir é um lambe botas, que as lambe só para dar prazer às botas.
 “Ninguém falou nada comigo”, lulla recusou o afago no ato.  

Aí mora o perigo, lulla só recusa o que quer muito, lulla não queria a reeleição, recusou-a e ganhou de goleada.

Mais sustos. Duzentos e sessenta mil cumpanheros nomeados sem concurso podem ser efetivados. Outros tantos irão no vácuo, denunciou o professor Gaudêncio Torquato, no Estadão.

A mídia batizou isso de Trem da Alegria. Alegria de quem cara pálida. Nós pagamos os impostos escorchantes que sustentarão todas as boquinhas, os penduricalhos e as aposentadorias integrais.

Quem quer que seja eleito nas eleições até o fim dos tempos, será refém do Estado tomado pelo lullismo. É como a ocupação de um país inimigo.

“Choque de empregos” explicou o “maior presidente que eççepaíz já teve”.
Eu era um inocente desinformado quando escrevia que o lullismo erigia um Reich de Quarenta Anos. Quarenta anos nada, um corretor de seguros pode fazer o cálculo atuarial para ver quanto tempo a quadrilha meterá a mão no angu. Será a duração mínima do lullismo.

Lullismo sem lulla, getulismo sem Getúlio e peronismo sem Perón. Sem concurso, lulla autonomeou-se Getúlio, JK, Tiradentes e até Jesus Cristo.
(Seu sonho impossível é ser FHC. Vai ter que desasnar muito, não conseguirá em uma só vida e por isso busca o milagre da imortalidade).

Anos depois da morte de Perón, a Argentina viveu tempos em que situação e oposição eram peronistas. O serviço secreto era peronista, foi organizado por nazistas fugidos da derrocada do Reich e acolhidos por Perón. Os terroristas de esquerda, “Montoneros”, eram peronistas; e eram peronistas os terroristas de direita, os militares “carapintadas”.  O baixinho corrupto Menem era peronista.  Néstor K. diz-se peronista e sua mulher Cristina K., a bela, eleita um dia destes, quer reencarnar Evita.

O peronismo é quase uma religião. O lullismo já é uma religião.  
Ocupou corações na Grande Nação do Norte, não há mentes para opor resistência.

Os humildes pedem a bênção ao novo padim Ciço e beijam o chão em que pisa.

Em Garanhuns, o dedinho faltante virou chaveiro, vendido aos crentes como miraculoso. O artesão enricou e até trocou o jegue por um fusquinha.
CPMF garantida, os “aliados” receberam à vista tudo que cobraram.

Emendas parlamentares e nomeações que somam mais de 680 bilhões de reais compraram suas excelências bem fornidas, como o bolsa-esmola comprou os milhões de votos famélicos para a reeleição.

Na campanha presidencial de 2002, uma das promessas mais promessonas, “a nível de” Deis Milhão di Impregu e Fomi Zeru, era o fim da CPMF, que você paga até quando paga todos os outros impostos. Mentira da Mentirobrás, a mais poderosa estatal deççepaíz, inventora do maior engodo publicitário de todos os tempos, o lullinha paz & amor.
Aerolulla lotado, todo mundo na Suíça para levantar a Nossa Copa, a copa de poder realizar a Copa de 2014, que ganhamos jogando com raça e heroismo contra ninguém

Espetacular vitória sem adversário, Braziu ziu ziu!
Festas “expontâneas” ocupam a tevê, por conta do “nosso franklin”. 
Vai falar lulla, recuso-me a ver, ouvir e ler.

Elle concentra-se para dar o pontapé inicial nessa Copa, que será jogada alguns meses antes da inleiçção de 2014, que já admitiu disputar. 
Olha o 4 aí, anunciando subliminarmente o 4º. mandato.
Faz um 4 aí, lulla, pra gente ver.

Largo o jornal, desligo o rádio e a tevê. São apenas os mensageiros (“não atire no mensageiro”). Tomado pelo complexo de vira-latas, sento-me no meio fio da calçada e choro.

Mas entregar a rapadura jamais! 

SOBROU VAIAR. EU VAIO LULLA.