Alguns parece que estão repetidos. “Plano B” não entra. Não é artigo.

No artigo de 11/8 em “não desanime, S Excia, tem um t a mais, na palavra núcleo
falta o e.

No artigo de 23/11, “Xeique…”, “é minha opinião sincera, embora – falta o o; “xeque Abdullah … cutucar…é com u e não com o.

O Roberto Jefferson ressuscitou e disse que o Okamoto é o Fiat Elba do Lulla. O Okamoto é um dos Amigos do Rei que pagou 29 mil reais que o Lulla devia ao PT e que pagou uma dívida de campanha da filha do Lulla no valor de mais da metade do que ele ganhava por ano na época, foi doador da campanha do Vicentinho e foi tesoureiro do PT com brilhante atuação no esquema de caixa 2 do partido, uma das CPIs pediu a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do Okamoto, mas o STF negou. E o Lulla dispara nas pesquisas.

Duda Mendonça, ex-marqueteiro do Rei, passou quase um dia inteiro “dando depoimento” numa CPI não respondendo nada, nenhuma pergunta, desculpe, respondeu uma, um senador foi lá e pegou o microfone, limpou a garganta, fez cara de “agora eu pego esse cara” e perguntou se o Duda acreditava em Deus, claro que o Duda acredita em Deus, isso ele respondeu, e foi só. Protegido por uma liminar do STF, não tinha que falar nada sobre contas em paraísos fiscais, dinheiro frio que recebeu e esquentou, dinheiro sujo que recebeu e lavou por campanhas feitas do Maluf ao Lulla, com extrema competência e nenhuma ética e nenhum compromisso com a moral e os bons costumes. E o Lulla dispara nas pesquisas.

O caseiro Nildo, que trabalhava na casona que a República de Ribeirão Preto alugou em Brasília para realizar “reuniões de negócios” regadas a uísque, vinho, camisinhas, Viagra e recepcionistas de Mary Jean Corner, deu uma entrevista bomba ao Estadão. Simples e sério, contou que a equipe do Palocci administrava tudo, pagava tudo em dinheiro, e o Palocci em pessoa, o “chefe”, ia lá com frequência tendo sido visto por ele, Nildo, umas “dez ou vinte vezes”. Palocci vinha com seu motorista, mas em carro não oficial, ou vinha dirigindo um Peugeot de vidros escuros. Claro que Palocci negou tudo, como poderia ir participar das “reuniões de negócios” dirigindo um Peugeot de vidros escuros se não guia em Brasília. Convocado para uma CPI, Nildo começou seu depoimento confirmando o que havido dito na entrevista, mas uma liminar do STF pedida pelo PT, interrompeu a sessão, que prometia ser explosiva para o governo. Se o Okamoto é o Fiat Elba, Nildo é o Eriberto. E o Lulla dispara nas pesquisas.

Outra CPI acende seus faróis em cima dos negócios milionários do Primeiro Filho, o Lullinha, com a Telemar, associada a fundos de pensão e ao BNDES, portanto recebendo capital de um banco estatal e dos fundos de pensão de funcionários de empresas estatais. A empresa do Lullinha, a Gamecorp, recebeu 5 milhões de reais da Telemar por parte de suas ações e a Telemar investiu mais 5 milhões de reais na compra de espaços em emissoras de tv de baixíssima audiência para veicular os jogos da Gamecorp. Dez milhõezinhos no bolso do Príncipe Herdeiro. E o Lulla dispara nas pesquisas.

Quais pesquisas? Todas. Mas essa última, a CNI-Ibope é a mais apavorante e ao mesmo tempo a mais reveladora.

Apavorante porque mostra que “nunca antes nesse país” se viu um esquema de corrupção tão grandioso e tão público, e só 15% dos eleitores lembram-se dele.

Apavorante porque o assunto “corrupção” não tem a menor importância para grande maioria das pessoas que vão escolher o próximo presidente, dando razão ao Delúbio que previu que isso iria virar piada. Apavorante porque mostra que Lulla está comprando entre 20 e 25 milhões de votos (Hélio Bicudo estima em 40 milhões) com o Bolsa Família, pago com o nosso dinheiro, o que praticamente garante a reeleição, isto é, Lulla está comprando a sua permanência no cargo com o dinheiro de quem quer vê-lo de volta já já para o seu apartamento de cobertura no ABC.

Apavorante porque a pesquisa mostra que parte da disparada do Lulla deve-se não só à incompetência da oposição, mas também à sua própria competência.

Lulla pegou o AeroLulla e, às nossas custas, foi para a Inglaterra, jantou com a Rainha e tirou foto na carruagem real. Segundo especialistas que interpretaram a pesquisa, essa foto deu um enorme empurrão para cima em Lulla, as pessoas acharam que o Brasil tinha “chegado lá”, mostramos para a Rainha e para o Mundo o nosso tutano e quem dizia que o marketing do Lulla era o Duda tem que morder a língua, o marketing do Lulla é o Lulla. É isso que o Lulla é, marketing, mais nada. Marketing do nordestino pobre, do operário metalúrgico, do Lullinha Paz & Amor, do “melhor presidente que esse país já viu”, marketing, marketing, marketing, você olha por fora puro marketing, olha por dentro nada vezes nada, zero.

E é aqui que a pesquisa se mostra cruelmente reveladora. A pesquisa revela que nós engolimos tudo isso e o Lulla dispara. A pesquisa revela que nós não temos vergonha na cara.