Qualquer pesquisa vai dar uma vaia na vaia do Maracanã e outra na tragédia da TAM. Não desanime. Nunca antes neççe país elle tinha ficado tão grogue no palanque. Agora é o Datafolha, pode esperar as próximas.
Quem viu as vaias do Maracanã, afirma que contou seis. A sétima seria após o discurso de abertura do Pan, a ser pronunciado por S. Excita o Minuto de Silêncio, que amarelou, calou e afinou ao perceber o clima. Foi uma vaia colossal de estimados 90 mil espectadores, que desabafam sua indignação contra a corrupção da cumpanherada petista.
No encerramento, a cada vez que a prezidênssia da repúbrica era citada nas falas dos importantões, vaias vigorosas eram “pronunciadas”. Recordar é viver. A vaia bem que poderia ser o pronunciamento do povo. Não foi, a se acreditar nos comentaristas chapas-brancas, que as atribuíram à zelite.
Zelite é a vanguarda das tropas inimigas do Povo de Deus. O Povo de Deus, os mocinhos, os “pobres”, são elles. Os outros, os bandidos, os “ricos”, somos nós. Núclo pobre, bom; núcleo rico, mau, novela da Globo.
S. Excia. o Minuto de Silêncio já declarou que ler é uma chatice. Ler, disse, é “mais chato do que andar de esteira”. Como elle mesmo afirmou num discurso recente, “a genti samus u qui a genti samus…” Se lesse, saberia que o mais genial obervador da alma das plateias esportivas, Nelson Rodrigues, sentenciou que o Maracanã “vaia até minuto de silêncio”.
S.Excia. o Minuto de Silêncio recebeu a consagração do Maracanã com todas as honras. Ninguém foi tão merecedor quanto elle da justa homenagem ao çeo Ilustríssimo Governo e ao çeo imaculado partido.
A vaia obrigou-o a submergir, qual lulla en su tinta, por três longos dias, antes de convocar a tv para dar pêsames às famílias atingidas pela tragédia da TAM e mentir a todos nós, na maior cara de pau, ao prometer o 3º. aeroporto de São Paulo e a 3ª. pista de Cumbica, abatidos em pleno voo de galinha pelo rreneralíssimo-marechalíssimo chupim, sinistro da (in)defesa.
Repito isso, que todo mundo está careca de saber, porque tenho um incurável desvio profissional. Minha boca é tortíssima pelo cachimbo que pito há mais de quarenta anos. Sou publicitário e na publicidade repetir é preciso, essencial, indispensável, obrigatório, vital. Esquecer, nunca. Entregar a rapadura, jamais.
Olhe o Datafolha. Aprovação lá em cima, não cai. Avião cai, mortos às centenas. Um novo diretor da Infraero assume, com impecável folha corrida e ticket infalível para a bolsa-nomeação, prenunciando vitoriosa carreira neççe governo: “Não conheço nada desse assunto”, autoelogia-se.
Deram o recado completo, top! top! top! e fuc! fuc! ffuc! sobre o que pensam de nós. Mais explícito e direto impossível.
Elles têm os arapongas da Abin, têm a informação. Informação é poder. Sempre sabem de antemão o que as pesquisas darão. Çabem tudo. Çabiam também que haveria pesadas defecções entre a banquerada protestante (banquerada protestando, rsrs). Elle arengou que a banquerada não tem do que protestar, nuncaganhou grana tão preta como hoje e é a pura verdade. Os bancos anunciam lucros quaquiliárdários, reclamar do quê? Aposto o dedinho da mão delle, vendido como chaveiro miraculoso em Garanhuns, que até içço elle çabia.
Mesmo não mexendo um cisco na pesquisa, a vaia atingiu S. Excia.
o Minuto de Silêncio numa possível área de fragilidade – o figo. Ou sei lá qual outra parte do corpo seja usada para filtrar mensalão, dirceu, “meu irmão” paloffi, sanguessugas, vampiros, “nosso” delúbio, valerioduto, a quadrilha denunciada pelo Procurador Geral, lullinha, cumpadis, irmãos, aloprados, renans, cuecas e caixas de dólares, malas de reais, lorenzettis, Anac, Infraero e demais tarjas-pretas oficiais.
A vaia rompeu çua couraça de teflon, feriu-o gravemente. Bata na ferida enquanto aberta. Mais do que nunca é preciso vaiar. Saque sua vaia e vaie lulla sem moderação. A vaia é tão mortal quanto uma AK-47.
A VAIA É SUA ARMA.