“Eu e o chávez estamos na mesma corrida. Tendo em vista as diferenças entre os nossos países, ele corre numa Ferrari a 200 por hora e eu num fusquinha a 60”, disse o xeique Abdulullah numa recente entrevista.
O xeique Abdulullah, segundo chávez o mais novo saudita “manata” do petróleo, considera chávez o Schummy numa Ferrari e elle, o barrichello num fusquinha.
Achei essa declaração sem destaque e perdida num jornal argentino, como se o declarante não fosse lá grande coisa e a declaração não valesse a tinta em que foi impressa.
A imprensa argentina tem todo o direito de considerar que o declarante não é tudo isso que elle e sua cumpanherada pensam que é.
É possível que fale delle o mesmo que falamos dos hermanitos:
“O melhor negócio do mundo é comprar um argentino pelo preço que ele vale e vendê-lo pelo preço que pensa que vale”.
Mesmíssima coisa o xeique Abdulullah e os abdulullistas todos, é minha opinião sincera, embora, reconheço, revestida da maior má fé do mundo. Não valem a tampinha da garrafa do goró que bebem.
Usei no título a mesma técnica escandalosa que aprendi com o “nosso” franklin, quando cava e planta manchetes a favor do governo.
Um fato com base real é “traduzido” e espichado até a estratosfera, como a megajazida de gás e petróleo de Santos, a reserva Tupi. (Cumpanhero bem situado nas profundezas do oceano petista propôs batizar de “reserva lulla”, em homenagem a molusco farto na região).
Uma notícia para uns velha de dois anos, quem lê o Estadão e a Folha estava careca de saber do que se tratava.
Para outros mais antigos, velha de mais de trinta anos, do tempo dos generais Médici e Geisel e do Shigeaki Ueki, da Petrobrás da ditadura.
Até o maluf tirou suas casquinhas, com anúncios dizendo que a Paulipetro dele, prejuízo contabilizado de 500 milhões de dólares, eita, sabia de tudo.
O campo produtivo, que não será mapeado antes de 2010 mesmo que tudo corra bem, permitiu ao xeique Abdulullah cutucar em público a ex-assaltante dilma: “Cuma é cumpanhera, quano nóis vai entrá nas opépi?”
No título fiz igual. Mordida de cobra se cura com o veneno da cobra, ensina “nosso” franklin, em meio às suas mágicas poções midiáticas.
Escrevi “O xeique Abdulullah abre o jogo” e abriu mesmo, foi a primeira vez que abriu o bico e confessou que está “na mesma corrida” que chávez.
Na mesma “estrada”, no mesmo GP, na mesma bandeirada de chegada,
no mesmo pódio. Correm em equipe.
Parece que nem percebemos que a primeira acelerada na corrida chávizta foi dada pela escuderia abdulullista em 1990, no Foro de São Paulo.
O pit stop estratégico foi em 2002, com a “Carta aos Brasileiros”, feita para acalmar o estressadíssimo Walter Mercado, de sotaque inidentificável, esganiçando patéticos “Venda Djá”, referindo-se ao real, e “Compre Djá”, referindo-se ao dólar, que batia nos cornos dos 4 reais diante do “Risco lulla”. O resto é nossa história recente.
A maior corrupção de todos os tempos, a ocupação do Estado, a farra com o dinheiro público, o empreguismo, os impostos que nos esfolam, a compra dos votos dos miseráveis com a bolsa-esmola, a compra dos votos dos biliardários com a bolsa-juros.
O xeique Abdulullah, seus tuaregues e seus projetos de permanência no poder, da compra de apoios populares e políticos, de cópia do chávizmo.
Escrevi “eu sou o chávez amanhã”, atribuindo a frase ao xeique Abdulullah é exagero, admito. O xeique não disse com as mesmas palavras, mas afirmo que a minha interpretação é correta, qualquer bobo percebe a intenção.
A estrada de chávez para perpetuar-se no poder tem a massa nas ruas.
A treta aqui é mais às escuras, com dribles, negaças, negativas.
Mas o xeique já disse que elle “é o melhor de todos prá ponhá as maçça nas ruas”. Não o provoquem.
Quem olha, enxerga; quem não é analfabeto, lê e entende.
O xeique Abdulullah afirmou que ninguém é mais democrata que o chávez, na Venezuela há plebiscitos a toda hora, la democrácia és en directo, é isso que os abdulullistas mais querem aqui.
A um simples estalar de dedos, bolsistas-esmoléres, MST, MLST, CUT, UNE, a burritzia universitária, chauí à frente orando sua reza braba “Quando lulla fala o Brasil se ilumina”, fazem deççepaíz um inferno.
Com o gás e o petróleo que Alá mandou, dá para comprar uma MacLaren e o xeique Abdulullah chega rapidinho ao pódio do chávez – o mandato eterno.
DEUS NOS LIVRE E GUARDE.