O senador Collor, hoje PTB/AL, está cozinhando um projeto que não pode pegar as pessoas de bem de surpresa. Collor está tramando abertamente. Dá entrevistas, responde tudo que lhe é perguntado. Não age em segredo. Age rápido, com o mesmo faro marquetero de sempre. Só faltam as camisetas com slogan escrito e as correrias domingueiras. Seus dois “ll” foram dados agora ao lulla por boa parte do povão, com toda justiça.

Os mais jovens talvez não saibam e pode ser considerável o número de mais velhos que se esqueceu (eu sou zelite e não esqueço): Collor foi eleito em 2 turnos contra o lulla em 1989, numa disputa de baixíssimo nível. Êlle e seu esquema, o do PC Farias, deitaram e rolaram na grana pátria. Mutretas bilhonárias foram descobertas. Collor foi derrubado por um movimento popular e político no qual o PT e seus chefes e aliados, lulla, zé dirceu, marco aurélio garcia, CUT, MST, UNE, tiveram papel de enorme importância. Collor, primeiro presidente eleito diretamente depois da ditadura militar, passou a ser uma mancha na história da nossa democracia.

Hoje, Collor e lulla são irmãos desde criancinhas, O esquema PC Farias era brincadeira de escoteiros perto dos esquemas atuais de expropriação do dinheiro público (chamados de “Quadrilha”, na impecável denúncia do Procurador Geral da República). Juntaram-se a fome e a vontade de comer. Se um abraçar o outro, pode ser que os dois saiam com as carteiras batidas.

Collor elegeu-se senador pelo partido daquele cara ridículo do aerotrem. Seu primeiro gesto depois de empossado foi abandonar esse partido e aderir à base de apoio do lulla. O segundo gesto foi começar a catar aliados para o seu projeto-armadilha, Parlamentarismo. O Parlamentarismo pode ser armadilha?  Pode. Dupla. Para a oposição, parlamentarista com sinceridade, mas sempre tão distraída que pode apoiar por distração. E para nós todos, os 40 milhões de otários, que estamos indignados com o continuísmo de toda corrupção que êste governo provou ser capaz de praticar, aceitar e desculpar

Leiam as letras pequenas. O projeto parlamentarista do Collor prevê que lulla pode se desincompatibilizar, candidatar-se a um cargo legislativo, deputado ou senador, ao qual se elegeria com um pé nas costas. Com grana sobrando para manter a maioria que já comprou com o mensalão, seria eleito e reeleito Primeiro-Ministro até o fim dos tempos. É lulla forever. Claro que lulla não quer. Como não queria ser reeleito, mas foi obrigado a aceitar a missão imposta pelos pobres, comprados com o bolsa-esmola. Pode apostar que lulla também não quer o 3o. mandato, pelo qual êlle não está em campanha, não está no palanque, não prometeu viajar eççepaíz de norte ao nordeste e de nordeste ao norte montado no Aerolulla, fiscalizando o PACau, que é uma campanha de propaganda como foi a do Fome Zero.

Mas se lulla não quer uma coisa nem a outra, por que estão fazendo uma e a outra, com tanta proficiência? Na sua formidável esperteza, êlle está querendo forçar a oposição a lutar em duas frentes — na do 3o. mandato exigido por Deus e pelos pobres e na do Parlamentarismo, linha Collor.

No Julgamento de Nuremberg o ministro da Justiça do III Reich, condenado como criminoso de guerra nazista, teria dito:
“—Hitler não é louco, é burro. Lutar ao mesmo tempo em duas frentes, contra os aliados ocidentais e contra Stalin, foi burrice e não loucura.”

Se lulla conseguir forçar a oposição a lutar em duas frentes, e acho que consegue, elle que, ao tentar esconder ser o lulla, disfarçou-se de Getúlio, JK, Tiradentes e até Jesus, pode muito bem disfarçar-se de D. Pedro e ir preparando o bonezinho do FICO.

O cetro de Czar de Todos os Nortes e Nordestes já está pronto.
 
FALTAM 1.420 DIAS (OU MUITO MAIS). DEUS NOS AJUDE.