O Inimigo do Povo.
Neil Ferreira.
28 de agosto de 2006 –
Qualquer um que tenha acesso a cinco minutos de notícias no rádio ou na tv, ou a cinco linhas de texto em qualquer jornal ou revista, sabe que o Inimigo do Povo hoje é o PT.
Já foi o Imperialismo Ianque, depois o Tubaronato Nacional e seu patrão o FMI, a Globalização andou por aí exercendo um falso charme. Isso quer dizer que o PT vai passar, como tudo na vida, o PT vai passar, só que não sei quando, eu calculo umas quatro gerações, estão “pavimentando os trilhos” de um Reich de uns quarenta anos.
A comprovação do que estou falando é dramática e aparece aos nossos olhos quase uma vez por semana. O Geraldo subiu um pouquinho nas pesquisas e o PCC atacou com senso de oportunidade política, organização e violência fora do comum. Claro que pode ter sido coincidência. Em seguida, saíram novas pesquisas e a candidatura do Geraldo aparecia estatelada no chão. Também por coincidência, os governistas, o criminalista Thomaz Bastos à frente, apareciam na mídia oferecendo os serviços de uma Força Especial virtual, que não existe no mundo verdadeiro. Dez mil recrutas armados, mas não treinados, para policiamento nas ruas, e que já tinham dado errado em missão igual nas favelas do Rio. Aí a gente soma PT com PCC, noves fora PTCC.
Com a quase certeza de que o Noço Guia está reeleito, a delinquência política virou suas armas contra o Serra e no primeiro dia da propaganda eleitoral no rádio e na tv, um partido ficou 24 horas no ar, o PTCUT, com a greve do metrô atingindo 3 milhões de pessoas do povo, provocando um congestionamento quase tão imenso quanto o do primeiro ataque do PTCC, prejudicando mais de 10 milhões de pessoas do mesmo povo.
Os poucos metroviários que, em nome de 7 mil funcionários, decidiram este ataque à população indefesa não apresentaram nenhuma reivindicação trabalhista, a essência do direito de greve. O sindicato, filiado à CUT, disse que o movimento era contra a Parceria Público-Privada da Linha 4 do metrô, que será efetivada daqui a dois anos, uma “greve preventiva” portanto. As Parcerias Público-Privadas foram aprovadas no “governo” Lulla, que ainda não sabemos se é o braço político da CUT (todo mundo no “governo” é ou foi da CUT), ou se a CUT é o braço sindical do “governo”.
A versão: os sindicalistas afirmam que com essa parceria a Linha 4 do metrô será privatizada e os seus futuros empregados serão contratados pela CLT, como todo mundo é, e não terão os mesmos “direitos de funcionário público” que os atuais cumpanheros têm. É a cavação antecipada para a cumpanherada que nem pegou no batente ainda.
Abre parênteses. A parceria da Linha 4 do metrô foi feita para arranjar dinheiro para as obras. O cumpanhêro “Profeçor” Felicio, presidente da CUT, como conçelheiro do BNDES que ganha R$ 10.600,00 por reunião fora as despesas, tem obrigação de caber que o BNDES deu 600 milhões de dólares para financiar o metrô de Caracas, na Venezuela rica de petróleo do cumpanhero Chávez, e não deu um tostão para o metrô de São Paulo, que foi obrigado a buscar dinheiro na iniciativa privada, sob suas regras. Fecha.
O fato: eu afirmo que os sindicalistas estão tentando enganar todo mundo com esse papo de cerca-lourenço. Com a instalação do caos em São Paulo miram agora no Serra. A capital e o estado de São Paulo estão sendo transformados num caldeirão do inferno. Ao PT não interessa se o povo paga o mico e sofre.
O que importa é destruir o Geraldo e o Serra, ainda que se destrua São Paulo junto. Mercadante promete trazer “o Brasil de Lulla para São Paulo”. Palocci, oito indiciamentos na Polícia Federal, quatro por corrupção, e dois CPFs, está aí de novo. Nunca “nesse país” nossas carteiras correram tanto risco de serem batidas de novo.
VOTO NULO É VOTO LULLA.