Eu sou zelite.
Neil “eu vaio lulla e lulistas” Ferreira.

15 de setembro de 2006 –

O presiMente lulla e sua gang afirmam que a zelite não quer que ele seja reeleito porque é ex-nordestino, ex-migrante, ex-metalúrgico, ex-homem do povo, ex-pobre e que governa para os pobres. (Para os pobres banqueiros, digo eu, que em menas de quatro anos de lulla tiveram o dobro do lucro que tiveram em oito anos de FHC).

Sem nenhum pudor de classe e como elemento confesso da zelite, eu não quero que ele seja reeleito. Não pelos motivos que elle e seus asseclas ficam falando, mas apenas porque chefia o governo mais corrupto da história recente “deçepaíz”.

Não estou aqui falando em nome da zelite. Ninguém me autorizou a isso.

Falo em meu nome pessoal. Mas quem me indigitou integrante da zelite ?

Foi elle mesmo, foi o lulla.

Eu não sou sindicalista, o que nesse “governo” já me coloca como suspeitíssimo de ser inimigo do povo.

Eu sei ler, não sou analfabeto e entendo o que leio, não sou analfabeto funcional, o que nesse “governo” me coloca como inimigo do Estado.

Eu trabalho, pago uma fortuna de impostos, dou empregos formais com carteira assinada e direitos da CLT, o que nesse “governo” me coloca como parte da minoria a ser extinta.

Diferente da maioria do povo brasileiro, tenho memória, lembro-me de tudo.

Não esqueci os escândalos dos Correios, nem do Roberto Jefferson, Marcos Valério, José “Capitão do Time” Dirceu, “Nosso” Delúbio, Silvinho Land Rover, Marcelo Sereno, Genoíno, João Paulo Cunha, a dançarina da pizza, a quadrilha dos 40 acusados pelo Procurador Geral da República, o irmão do Genoíno e seu assessor com a cueca cheia de dólares, os milhões dos fundos de pensões, Gushiken, Okamoto “Trem Pagador”, os mensaleiros, o esquecido caseiro Nildo, “Meu Irmão” Paloffi com oito indiciamentos na Polícia Federal, quatro por corrupção, e candidatura a deputado federal, pelo PT/SP, registrada com dois CPFs diferentes, fotografados pela imprensa, o Lullinha e seus milhões da Telemar, pode escrever aí uma lista telefônica de cumpanheros que as lembranças não se esgotam.

Mais grave, sei ler nas entrelinhas dos noticiários. Três vezes o Geraldo subiu nas pesquisas, três vezes, por coincidência, o PCC atacou. Três vezes depois dos ataques, por outra coincidência, o Geraldo caiu nas pesquisas.

Ter memória e saber somar dois mais dois, PT mais PCC noves fora PTCC, coloca você na zelite, candidatíssimo ao paredón.

Mas a condenação final, fatal, irrecorrível, é exarada quando o zelitista toma consciência de que os impostos escorchantes servem para sustentar o bolsa- esmola, que está comprando 25 milhões de votos para a reeleição du ômi.

Isto é, a zelite é forçada a pagar a compra dos votos para a reeleição de um cara cujo maior serviço que poderia prestar a “eçepaíz” seria voltar voando para casa dele no ABC — no AeroLulla, que nos custou quase 180 milhões de reais. É aí que o zelitista é chamado de “gorpista”.

Nunca “neçepaíz” foi tão perigoso pensar, ler, entender e lembrar. No tempo dos milicos por esse mesmo motivo você era chamado de subversivo.

Agora, é zelite. Quem nos chama de zelite são os cumpanheros no pudê, os “trabaiadô nu pudê”. O cumpanhero lulla, a bordo do luxo do AeroLulla, cortando “eçepaíz” do nordeste ao norte e do norte ao nordeste. O “Capitão do Time” viajando em jatinho particular fretado ninguém sabe por quem, bebendo Romanée Conti de 7 mil reais a garrafa e mamando legítimos Cohibas cubanos de mais de 30 dólares cada.

“Nosso” Delúbio prevendo que “tudo isso vai virar piada” e virou mesmo.
E os incontáveis mensaleiros e sanguessugas com eleição garantida.
Penso, leio, entendo, lembro. Logo, sou perigoso. Logo, sou zelite.
VOTO NULLO É VOTO LULLA.