Coligação Mentirobrás – Al Qaeda leva lulla para cima.
Neil Ferreira.

24 de novembro de 2006 –

A estatal Mentirobrás, responsável pela campanha lullista, embora a maior e mais rica em funcionamento neste país, mais forte e mais presente na nossa vida até do que a Petrobrás, não conseguiu matar o jogo no primeiro tempo, como prometeu o sujeito que preside o time. E coligou-se à Al Qaeda.

A Mentirobrás entregou à Al-Qaeda a criação, realização e divulgação do seu plano de marketing para o segundo turno. O último Datafolha mostrou o primeiro resultado prático da coligação, 60 para o lulla 40 para o Geraldo. Hoje tem o Ibope, e seu diretor deu uma entrevista dizendo que “só um fato espetacular poderá modificar o quadro atual”. Na minha modesta opinião, isso, ao antecipar para agora o resultado da eleição que será realizada só no dia 29, é um ato de terrorismo.

A Mentirobrás produziu os programas de rádio e tv e redigiu os discursos do lulla e da súcia gunverrrnista antes do primeiro turno. Eles mostraram um Brasil na tv que eu até queria morar lá, pena que durava só alguns minutos, acabava e voltava logo para o Brasil não o de mentira, mas o do lulla, aquele que o mercadante ameaçou trazer para São Paulo e levou uma sova histórica nas urnas. Por onde anda mesmo o Mercadante? A “çaúde é quase perfeita”, como o sujeito afirmou com aquele sotaque indescritível. Inducassão, estradas, energia, produção agrícola, exportação, habitação, tudo bem no melhor dos mundos, todo mundo morando bem, com saneamento, segurança, comida barata. Duas coisas o sujeito fez sozinho, a capangada não ajudou nada, e faz questão de repetir e nem fica vermelho.

Conseguiu autossuficiência de petróleo, e a ineficiente Petrobrás passou 50 anos assobiando de mãos no bolso. Domou a inflação que recebeu destrambelhada. Destrambelhada estava no governo do seu aliado sarney, 80% ao mês. E já havia estabilidade, tanto que os fundamentos da economia deste gunverrrno são os mesmos do governo FHC, até nos erros e exageros. O ponto crucial e único (você é testemunha que até aqui não falei de corrupção, mensalão, aparelhamento do Estado, fundos de pensão, dólares na cueca, dossiê fajuto, zé dirceu, delúbio, Marcos Valério, genoíno, gushiken, Land Rover, palocci, lullinha, e prometo não falar, se eu falar pode cobrar que eu paro) é o bolsa-esmola, que comprou uns 25 milhões de votos para o sujeito. Mesmo assim, Geraldo chegou ao segundo turno.

Geraldo ganhou no Brasil que paga a conta. O sujeito ganhou no Brasil que pendura a conta.

Apavorada com o segundo turno, a altíssima direção da Mentirobrás passou para o plano B, a coligação com a Al-Qaeda. Marco Aurélio “Osama” Garcia “Bin Laden” assumiu o comando da saparia e soltou a palavra de ordem, terrorismo puro, para ser coaxada: “Geraldo vai acabar com o bolsa-esmola. Vai privatizar a Petrobrás, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica, os Correios, as Universidades federais e estaduais. Vai reduzir os salários, eliminar o 13º., cortar as férias, mexer nas aposentadorias”. Mais canalha nem gritando “incêndio!” num cinema lotado.

Na mídia, os homens-bomba de Marco “Osama” pegaram a frase de FHC “não ponto e vírgula, sou contra a privatização da Petrobrás”, cortaram o “ponto e vírgula” e passaram a escrever e a ler “não sou contra a privatização da Petrobrás”. Na campanha do Geraldo, conseguiram fazer Geraldo repetir muitas vezes “trabalho, emprego, cimento, tijolo”, o que apavorou a turma do bolsa-esmola, que recebe sem trabalhar e não vê ninguém trabalhando no programa e nem no governo do lulla, começando por elle. Mas isso tem um “jetio”, sim. Dia 29, segundo torno para lulla.