Eu sou um dos quase 40 milhões. Cadê a minha turma?
Neil eu vaio lulla Ferreira.
7 de dezembro de 2006 –

São mais de 39 milhões que não queriam dar mais quatro anos para o Noçço Guia Santificado e sua quadrilha continuar fazendo gato e sapato deççepaíz. Elle passou dos 58 milhões, uma montanha de votos. Vamos respeitar, mesmo não concordando.

Não respeito seus métodos, que nunca me respeitaram. Acredito que 30 milhões de votos foram comprados com o bolsa-esmola. Um resto ficou por conta da Mentirobrás, nossa mais forte estatal. Outro resto ficou por conta da maior corrupção da nossa história. Foi um estelionato eleitoral pago com dinheiro, mentiras e mutretas.

O país que paga a conta escolheu o Geraldo, numa votação consagradora. O país que pendura a conta no colo de quem paga impostos escorchantes, escolheu o Padim Padi Ciço, numa votação esmagadora.

Está feito e pronto. É preciso tapar o nariz e torcer para dar certo, mesmo tendo essa insuportável carga de impostos a arrancar-nos o couro, discursos primorosos como “eççepaíz é o melhor Brasil dos últimos cem anos” e a trambicagem comendo solta.

O Brasil é maior do que isso que está aí, acostumei-me a crer numa longa vida que resistiu ao adhemar e seu doutor rui, maluf, quercia e fleury. jânio e sua renúncia. jango e sua República Sindical Marquescista, guiada pelo pensamento do pensador português Marques, (temos uma em andamento hoje). Vinte e tantos anos de ditadura, censura, torturas, desaparecimentos e mortes sob cinco generais e uma junta militar. Cinco anos de sarney, congelamento, os “fiscais”, calote externo e a esquecida inflação de 80% ao mês. collor, confisco da poupança, pc farias, a roubalheira e o impeachment. itamar, o topete, o Plano Real e a menina sem calcinha. O bi de FHC, inflação domada, estabilização da moeda, responsabilidade fiscal, cinco terríveis crises mundiais superadas, país no rumo. O bi de Deus em Peççoa, valerioduto, cumpanherada mamando, dinheiro saindo para o ladrão, um escândalo atrás do outro, o mundo na melhor conjuntura possivel, a colheita da estabilidade plantada anos atrás, a hipnose coletiva do mantra “nunca-antes-neççepaíz…”, no esforço doentio de apagar tudo o que foi feito antes. Estão na delles. Enganam os que querem ser enganados. É do jogo.

Mas cadê a minha turma que não entra em campo? Alguns, que pensam como eu, estão desanimados a ponto de jogar a toalha. Vimos a vergonheira que foi a pizzaria do mensalão. Onde estavam os nossos? Tasso, presidente do partido que agrupa a maioria dos políticos que considero decentes (incluo entre os decentes os 3 Mosqueteiros, deputado Gabeira e os senadores Jefferson Peres e Pedro Simon), parece que tem um caso de amor, uma ligação clandestina e perigosa, ou é aliado nas sombras do ciro gomes, o boquirroto, boca de aluguel, rosnador grosseiro, tropa de choque do lullismo, um collor de sumpólo com sotaque e peixeira de coronel nordestino à antiga.

Do mensalão para cá, 104 escândalos registrados envolvendo o primeiro escalão do governo, a Primeira Família, entrando por baixo da porta do gabinete presidencial, lambendo os pés do Santíssimo. E os nossos? As capas da Veja, registro da lama em que fomos mergulhados, imagine isso na mão de uma oposição aguerrida e consistente. Cadê os nossos? Nessa nojeira do renan “onde passa um boi passa a boiada” avacalheiros, o Pai do Filho de Deus assume a defesa de um pilantra mentiroso, passador de nota fria e passa a mão na cabeça delle, como já deu cheque em branco para o Roberto Jefferson, nomeou zédirceu “capitão do time”, batizou o Economista do Povo Pai do Caixa Dois de “nosso” delúbio, inocenta silas “100 contos” rondeau, “não provaram nada contra esse menino” (sic). roriz, produto da minha paranoia, pura ficção, não existe. Constantino Pai, Goleador titular em todas as jogadas do time do roriz (que não existe), nem é entrevistado pelos repórteres de campo. Silêncio.

Votei nos dois turnos no Serra para presidente e votaria de novo. Votei para governador e votaria de novo. Ele, ca-la-do, como ca-la-do ficou na invasão da USP. Votei nos dois turnos no Geraldo para presidente. Ele teve uma bela votação, mesmo quase desconhecido fora de São Paulo. Voltou dos Estados Unidos ca-la-do. Os nossos congressistas, ca-la-dos. (Sobrou a voz isolada dos artigos do FHC, reconheço).

A oposição cega, surda e muda. Não vê nada, não ouve nada, não fala nada. Parece o lulla do mensalão. Cadê os nossos? Sumiram? Amigos paranoicos dizem: “– Os nossos já são delles.”

SÓ DOI QUANDO EU ESCREVO. E FALO.