Ano: 1969

Ano: 1970

Ano: 1971

Ano: 1971 – destaque

Ano: 1978

“Pai não aguento mais trabalhar em propaganda.
Depois de 10 anos fazendo mensagens de boa vontade em nome da Repro, JC tira o time de campo para dedicar-se a outras atividades , provavelmente em Brasília , onde ele é muito mais necessário.”

As três campanhas para a Repro fornecedora de fotolito:

O texto, provocador e informal, era uma citação ao jornal “O Pasquim”,
e um contraste com a ilustração mostrando a agonia de Jesus Cristo em plena
ditadura militar.
A primeira campanha em 1969,que foi censurada, apreendida e destruída.Restou apenas um exemplar: “Ele ainda está inserido pacas no contexto!”
A segunda em 1970, lembrando a futura atuação do do Menino Jesus que estava nascendo;: “Não esqueçam que o menino que está nascendo agora vai ser barbudinho, cabeludo e vai mudar o tudo”.
O terceiro 1971 é o do Santo Sudårio, poster originalmente publicado pelo Jornal Los Angeles Free Press citado pela revista “Time’ O cromo do sudário foi do “Paris Match”.
A Neil e ao Sérgio Bertoni, como diretor de arte, coube tão somente a tarefa de unir texto e cromo.
“PROCURADO”.
Jesus Cristo. Agitador profissional. Procurado por anarquia criminosa, sedição e conspiração para derrubar o governo estabelecido. Veste-se pobremente, tem barba vermelha e é estrangeiro, acredita-se que seja judeu. Tem ideias visionárias, associa-se à gente do povo, trabalhadores braçais, hippies, desempregados e vagabundos. Tem marcas nos pés e nas mãos como resultado de ferimentos provocados por uma multidão furiosa, liderada por cidadãos respeitáveis e autoridades legais, Codinomes “Rei do judeus”, “Luz do mundo”, “Príncipe da paz”,  “Messias”, “Filho de Deus*.
Em 1978 no fim da ditadura, época da abertura ampla geral e irrestrita, Neil fez a quarta e última da série com desenho de Zaragoza em lápis de cor e que dizia: ‘Depois de 10 anos trabalhando em mensagens de boa vontade em nome da Repro, JC tira o time para dedicar-se a outra atividade, provavelmente em Brasília onde ele é muito mais necessário.” Natal de 1978. Matéria de Telmo Martino para o Jornal da Tarde.